Até o dia 18 de junho, o foyer da biblioteca Jacinto Uchôa no Campus Aracaju Farolândia segue com a exposição ‘História da medicina em Sergipe no período colonial’. Na ocasião acadêmicos, docentes e colaboradores conhecerão sobre a riqueza das manifestações culturais – mitos, rituais e religiosidade – entre os anos de 1.500 e 1.822.
A exposição faz parte de mais um sarau organizado pelo curso de Medicina através do professor José Arnaldo. “A história da medicina no Brasil começa com a vinda dos colonizadores. Nesta época, os índios já tinham suas crenças e convicções religiosas, entre as quais, a origem da vida”, conta o professor. No sarau, a história da medicina durante o período colonial é retratada em cartazes, fotografias e algumas plantas medicinais.
“Capim santo e erva-doce são algumas ervas que atravessaram gerações através dos costumes. Os jesuítas também propagaram a fé, com a crença de pedir cura aos santos. E aí temos na exposição a grande festa da cura em Sergipe, uma tradição considerada a festa do Senhor dos Passos em São Cristovão”, explica.
A estudante Daiane Barbosa de Matos do 7º período do curso de Ciências Biológicas achou o sarau inovador. “É um grande incentivo esta exposição e que a universidade continue adaptando meios para atrair a atenção de vários alunos, trazendo sempre coisas novas”, sugere a acadêmica que está produzindo seu TCC sobre plantas medicinais.
Para o professor José Arnaldo, o sarau permite aos estudantes conhecer mais sobre as tradições e a medicina. “Nós não estamos aqui para formarmos apenas médicos, mas para formar pessoas humanísticas e compromissadas com a saúde da população. Conhecendo as tradições, as plantas e a história de seu povo. Nossa preocupação é fazer com que eles descubram que em Sergipe existiu uma historia médica de curas e de tratamentos”, conclui o professor.