A Universidade Tiradentes é a primeira instituição de ensino superior a sediar o maior Fórum de Criatividade e Inovação do Brasil. A décima primeira edição do FICI foi aberta na noite dessa quarta-feira, 1º de agosto, e prossegue até a próxima sexta, dia 3, no Campus Aracaju Farolândia (clique aqui e confira a programação). A proposta do evento é disseminar muita informação por meio de 30 palestras, workshops e outras atividades que permitem o network criativo.
O FICI é promovido pela Fundação Brasil Criativo. Para o presidente da organização, a realização do evento dentro de uma universidade contempla um desejo de aproximação com a juventude. “Para trazer o jovem para o fórum, precisávamos ter acesso a um ambiente como este. Estamos em um mundo de economia competitiva, que exige muita inovação de produtos e serviços. A base de tudo isso é a criatividade, por isso, estimular as novas gerações, mostrar que criatividade está relacionada aos resultados nos negócios é fundamental”, comenta.
“O Fórum de Criatividade e Inovação é a cara da Universidade Tiradentes, que sempre apresenta propostas inovadoras por meio dos seus cursos de graduação, tecnologia, EAD e pós-graduação. Por isso, este evento é uma oportunidade de mostrarmos a Unit para a comunidade externa e ampliarmos o leque de conhecimentos para nossos alunos, fazendo-os enxergar de outra forma maneira a sua formação”, acrescenta o professor Gilton Kennedy, coordenador de Extensão da universidade.
A palestra de abertura, sobre liderança criativa para soluções inovadoras, foi proferida pelo engenheiro aeronáutico espanhol José Maria Gasalla, doutor em Ciências Econômicas e Empresariais pela Universidade Autônoma de Madrid – UAM. Segundo o palestrante, o primeiro passo para ser um líder criativo é questionar a própria realidade.
“Precisamos rever nossos comportamentos rotineiros. Não podemos continuar fazendo as mesmas coisas quando a realidade é totalmente diferente, quando a incerteza é a característica do nosso tempo. Há cinco anos, a Espanha era o país que mais crescia na Europa. Tínhamos 8,8% de desemprego. Hoje,
temos 24,8%. É terrível, ninguém esperava, mas o que não se espera é a possível realidade. Aqui no Brasil o discurso é de crescimento, mas o problema é internacional. Se a China deixa de comprar, o Brasil fica para trás. Então, todos nós precisamos sair de nós mesmos e ampliar nossa visão. Não podemos enxergar apenas os mesmos mercados”, diz o professor Gasalla.
De acordo com o cientista espanhol, todo empregado de uma empresa precisa ser empreendedor, aportar ideias, soluções, e não apenas cumprir ordens. Mas em um mercado de trabalho onde as pessoas assumem cada vez mais funções, este é um grande paradoxo e desafio. “Os profissionais estão sendo aprisionados terrivelmente. Já não são suficientes 7, 8, 9 horas de trabalho. Mas a questão não é a carga horária, e sim, como trabalhar de outra maneira e conseguir mais eficácia. Isso tem a ver com criatividade”, afirma o palestrante.
Na plateia, o presidente do Sergipe Parque Tecnológico, Marcos Wandir, ressalta a importância de um fórum sobre criatividade. “Esse tema é fundamental, ainda mais quando você aglutina criatividade com inovação, para que as boas ideias possam efetivamente se transformar em negócios. Nosso propósito aqui é discutir e, quem sabe, levar para o SergipeTec empreendimentos criativos e inovadores”, comenta.