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Diretório de Pesquisa (FONTE: http//www.cnpq.br) O que é o Diretório dos Grupos de Pesquisa? O Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil é uma base de dados desenvolvida no CNPq desde 1992. Ela contém informações sobre os grupos de pesquisa em atividade no país. Almeja, portanto, um caráter censitário. As informações disponíveis indicam que na versão 4.0 (2000) o Diretório conseguiu alcançar uma cobertura acima de 80% dos grupos de pesquisa em atividade no país. As informações constantes na base dizem respeito aos recursos humanos constituintes dos grupos, às linhas de pesquisa em andamento, às especialidades do conhecimento, aos setores de aplicação envolvidos, aos cursos de mestrado e doutorado com os quais o grupo interage, à produção científica e tecnológica e aos padrões de interação com o setor produtivo. Além disso, cada grupo é situado no espaço e no tempo. Os grupos de pesquisa inventariados estão localizados em universidades, instituições isoladas de ensino superior, institutos de pesquisa científica, institutos tecnológicos, laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de empresas estatais ou ex-estatais e em algumas organizações não-governamentais com atuação em pesquisa científica ou tecnológica.

Para que serve o Diretório?
A base de dados que se apresenta possui três finalidades principais.
· É um eficiente instrumento para o intercâmbio e a troca de informações. Com precisão e rapidez, é capaz de responder quem é quem, onde se encontra, o que está fazendo e o que produziu recentemente
· Seu caráter censitário convida ao aprofundamento do conhecimento por meio das inúmeras possibilidades de estudos empíricos. A construção de amostras de grupos e pesquisadores permitirá alcançar respostas sobre campos não cobertos pelos dados, como, por exemplo, o financiamento ou a avaliação qualitativa da produção científica e tecnológica.
· Virá a ter cada vez mais um importante papel na preservação da memória da atividade científico-tecnológica no Brasil.

O que é um grupo de pesquisa?
A definição metodológica mais importante na constituição da base de dados é a de sua unidade de análise. O grupo de pesquisa é definido como um conjunto de indivíduos organizados hierarquicamente:
· cujo fundamento organizador da hierarquia é a experiência, o destaque e a liderança no terreno científico ou tecnológico;
· em que há envolvimento profissional e permanente com atividades de pesquisa;
· no qual o trabalho se organiza em torno de linhas comuns de pesquisa; e
· que, em algum grau, compartilha instalações e equipamentos. Cada grupo de pesquisa deve, portanto, organizar-se em torno de uma liderança (eventualmente duas), que é a fonte das informações constantes na base de dados. O conceito de grupo admite aquele composto de apenas um pesquisador. Na quase totalidade dos casos, esses grupos se compõem do pesquisador e de seus estudantes. A identificação dos líderes dos grupos e, em conseqüência, o cadastramento dos grupos na base de dados são responsabilidade dos dirigentes de pesquisa das instituições participantes. As informações referentes ao grupo como um todo, aos pesquisadores, aos estudantes, ao pessoal de apoio técnico e às linhas de pesquisa são de responsabilidade dos líderes dos Grupos. Alguns dados pessoais sobre os pesquisadores e aqueles relativos à produção científica, tecnológica e artística são de responsabilidade de cada pesquisador, que os informam com a atualização do Currículo Lattes.O Diretório realizou até hoje quatro censos (versões 1.0, 2.0, 3.0 e 4.1, de 1993, 1995, 1997 e 2000, respectivamente) e os resultados desses inventários estão disponíveis no endereço http://www.cnpq.br/plataformalattes/dgp/. Suas bases contêm informações capazes de descrever (sobretudo a partir da versão 3.0, de 1997) os limites e o perfil geral da atividade científico-tecnológica no Brasil. Igualmente, são capazes de fornecer aos interessados uma grande massa de informação, bastante diversificada, sobre detalhes de quem realiza as atividades, como e onde se realizam e sobre o quê.

Um novo conceito
Até hoje o Diretório vinha sendo organizado em torno de uma base de dados que se atualizava completamente em cada dois ou três anos. Essa atualização coincidia com o momento de "tirar-se uma fotografia" da capacidade instalada de pesquisa. Em outras palavras, a atualização da base de dados ocorria no momento de se realizar um novo censo. Cada vez que isso acontecia, novos sistemas eram desenvolvidos e postos à disposição das autoridades institucionais de pesquisa e dos líderes de grupos de pesquisa, através das instituições participantes. Aquelas autoridades instalavam os sistemas em uma máquina localizada na instituição, identificavam os líderes de grupo e propiciavam a estes o acesso ao formulário no qual eram inscritas as informações referentes a cada grupo. Essas informações eram armazenadas no órgão central da instituição e eram, então, enviadas ao CNPq. Essa logística implicava o fato de que a base de dados permaneceria "congelada" no CNPq até a ocasião do próximo censo, indiferente às mudanças que ocorriam nos grupos durante o intervalo de tempo. Fechada também à possibilidade de mudanças decorrentes de enganos ocorridos durante a coleta de dados, que eram identificados apenas após o "fechamento" da base (pesquisadores incluídos inadequadamente num grupo, por exemplo). A partir da versão 5.0 do Diretório, cuja coleta de informações terá início a partir de 4 de março de 2002 , essa logística será modificada. Haverá uma dissociação conceitual entre a base de dados do Diretório e a atividade censitária dos grupos, que passará a ser apenas uma de suas utilidades. A esta serão agregadas outras, como, por exemplo, a realização de surveys sobre temas variados, sua utilização como filtro para estudos a partir da base de currículos Lattes, a realização de estudos sobre a organização da pesquisa em redes, etc. Essa mudança conceitual se expressará pela constituição de duas bases de dados (e não apenas uma, como antes). Uma delas, chamada base operacional, será atualizada continuamente, a qualquer tempo, pelos líderes de grupo devidamente certificados pela instituição a que pertencem. Outra, que será extraída periodicamente da base operacional, será a base censitária. Esta base será extraída sempre que o CNPq desejar realizar um novo censo da pesquisa. Antes da construção de uma base censitária, o CNPq anunciará esse acontecimento, e os pesquisadores que estiverem com as informações de seus grupos desatualizadas poderão atualizá-las. Um novo censo já está programado para 2002 (ver mais informações em Censo 2002). Essa mudança conceitual obrigará também a uma mudança na logística da captura das informações. A relação do Diretório com os grupos continuará a ser institucional, mas as informações não mais passarão, fisicamente, pelo órgão central da instituição (pró-reitoria, diretorias, etc.)
. sua exclusão desses grupos. Todos esses procedimentos, desde o cadastramento de líderes pelo dirigente de pesquisa, o cadastro de grupos pelos líderes, até a visualização dos dados dos grupos pelos pesquisadores e estudantes serão realizados a partir do site do CNPq. (Plataforma Lattes / Diretório dos Grupos de Pesquisa / Coleta/atualização de dados). Uma outra mudança que ocorrerá na versão 5.0 é que todos os pesquisadores e estudantes que participarem dos grupos terão que ter, compulsoriamente, um currículo Lattes no CNPq. A partir de 2002, todos os bolsistas de pesquisa, de mestrado, de doutorado e de iniciação científica, orientadores credenciados e outros clientes do CNPq deverão ter um currículo cadastrado. A inexistência do currículo impedirá pagamentos e renovações. Coleta/Atualização de dados - O site da versão 5.0 Este é o novo site do Diretório dos Grupos de Pesquisa, em sua versão 5.0. Seu link de acesso está localizado no menu à esquerda do vídeo. Todos os procedimentos relativos à coleta e atualização de dados, em todas as suas etapas, deverão ser realizados a partir dele. Entre outras funcionalidades, permite ao dirigente institucional gerenciar (cadastrar líderes, certificar grupos, etc) e visualizar os grupos de pesquisa e estatísticas relativas à sua instituição. Os líderes de grupos de pesquisa, por sua vez, terão acesso aos arquivos do Sistema Grupo (a partir de 04 de março de 2002), para cadastro de um grupo de pesquisa, além de poder visualizar o detalhamento dos grupos dos quais fazem parte. Os pesquisadores e estudantes podem visualizar o detalhamento dos grupos de pesquisa de que participam.
Informações mais detalhadas estão disponíveis neste mesmo site (Coleta/atualização), em Informações Gerais. Recomenda-se aos participantes uma leitura atenta das mesmas. Obrigatoriedade do Currículo Lattes Uma outra mudança que ocorrerá na versão 5.0 é que todos os pesquisadores e estudantes que participarem dos grupos terão que ter, compulsoriamente, um currículo Lattes no CNPq. Em janeiro de 2002 a base de currículos Lattes já possuia mais de 119.000 currículos cadastrados. Portanto, uma grande parcela da comunidade científica já está lá. Agora, é cuidar para que os novos estudantes que forem se engajando no trabalho de pesquisa desde logo preencham seu currículo e o enviem ao CNPq. A partir de 2002, todos os bolsistas de pesquisa, de mestrado, de doutorado e de iniciação científica, orientadores credenciados e outros clientes do CNPq deverão ter um currículo cadastrado. A inexistência do currículo impedirá pagamentos e renovações.


 

 

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