Você já parou para pensar em como o ser humano aprendeu a lidar com o que é justo e o que é errado?
Antes de existirem juízes, tribunais e códigos, as pessoas já buscavam resolver conflitos e viver em harmonia. Desde o início da civilização, o Direito surgiu como uma resposta à necessidade de organizar a vida em grupo: um conjunto de regras que tornasse possível a convivência.
Com o tempo, essas regras foram ganhando forma, passando da tradição oral para as leis escritas, dos costumes para os códigos, até chegarem ao complexo sistema jurídico que conhecemos hoje.
Estudar a história do Direito é entender como a sociedade evoluiu (e, ao mesmo tempo, perceber que os desafios de ontem não são tão diferentes dos de agora).
A seguir, você vai descobrir como o Direito surgiu, como se transformou ao longo dos séculos, como chegou ao Brasil e qual é o papel do estudante e do profissional de Direito no mundo atual.
A História do Direito mostra como o ser humano criou, ao longo do tempo, formas de garantir a justiça e a convivência social.
Mas foi na Mesopotâmia, há quase 4 mil anos, que surgiu um marco: o Código de Hamurabi.
Ele trazia 282 leis escritas em pedra, tratando de temas como propriedade, comércio, família e punições. A ideia central era garantir que todos soubessem o que era permitido e o que era proibido (um grande avanço para a época).
Outras civilizações seguiram o mesmo caminho:
Esses sistemas podem parecer diferentes, mas todos tinham o mesmo propósito: manter a ordem e garantir que as pessoas pudessem conviver em sociedade.
Se existe uma civilização que transformou o Direito em ciência, foi Roma.
O Direito Romano organizou as leis de forma lógica, criou conceitos e categorias que usamos até hoje e introduziu o papel do jurista: o estudioso responsável por interpretar e aplicar as normas.
Entre os grandes legados romanos estão a Lei das Doze Tábuas, que foi uma das primeiras tentativas de codificar o direito civil, e a criação de princípios universais, como o da boa-fé, da proporcionalidade e da responsabilidade.
O pensamento jurídico romano influenciou todo o Ocidente. Mesmo séculos depois, seus conceitos permanecem vivos nos códigos civis modernos.
Na prática, boa parte do que aprendemos no curso de Direito (contratos, propriedade, família, sucessões) vem diretamente dessa base construída há mais de dois mil anos.
Após a queda do Império Romano, a Europa entrou em um período de fragmentação. Cada feudo, reino ou cidade criava suas próprias leis. Mas, aos poucos, o pensamento jurídico voltou a se organizar.
Foi durante a Idade Média que surgiram as primeiras universidades, e com elas, o ensino do Direito como campo de conhecimento. Os juristas passaram a estudar os textos romanos e adaptá-los à realidade da época.
Um marco desse período foi a Magna Carta, de 1215, assinada na Inglaterra. Ela limitou o poder do rei e garantiu direitos básicos aos cidadãos: um embrião do que hoje chamamos de Estado de Direito, onde todos estão sujeitos às mesmas leis.
Essa ideia mudou o mundo: a justiça deixou de ser um privilégio dos poderosos e passou a ser um direito de todos.
Com o avanço do pensamento racional e o surgimento do Iluminismo, o Direito passou por uma nova transformação.
Os pensadores dessa época acreditavam que as leis deveriam ser baseadas na razão e na igualdade, não em tradições religiosas ou privilégios de classe.
Foi nesse contexto que surgiram os grandes códigos modernos, como o Código Napoleônico, na França, em 1804. Ele organizou de forma sistemática todas as leis civis: e influenciou diretamente o sistema jurídico de países da América Latina, inclusive o Brasil.
Essa fase marcou o início do Direito moderno, com leis escritas, organizadas e acessíveis.
Nascia também o conceito de que o Estado tem a função de garantir justiça e direitos fundamentais, consolidando o modelo de civil law, adotado em boa parte do mundo.
No Brasil, a história do Direito começou oficialmente durante o período colonial, sob forte influência portuguesa. As leis vinham de Lisboa, e o sistema jurídico era voltado principalmente para proteger os interesses da Coroa.
Com a Independência, em 1822, o país iniciou sua própria trajetória jurídica. A Constituição de 1824, nossa primeira, foi um marco: criou instituições nacionais e começou a definir direitos civis e políticos.
Durante o século XX, o Brasil passou por várias Constituições, cada uma refletindo o momento político e social da época:
Além das leis, o ensino jurídico também evoluiu. Os primeiros cursos de Direito no Brasil foram criados em 1827, em São Paulo e Olinda, formando gerações de juristas que ajudaram a construir o país.
Fazer o curso de Direito é embarcar em uma jornada que combina história, filosofia, lógica e prática.
Nos primeiros semestres, o estudante conhece as bases teóricas: Filosofia do Direito, História do Direito, Introdução ao Estudo do Direito, Sociologia e Ciência Política.
Depois, mergulha nas áreas aplicadas:
Além das disciplinas, o curso inclui prática jurídica, com simulações, estágios e atendimentos reais à comunidade: uma etapa essencial para o desenvolvimento profissional.
Hoje, o Direito continua sendo uma das carreiras mais procuradas no Brasil e com razão. Mais do que uma profissão, ele é uma forma de compreender o mundo e agir sobre ele.
O perfil do estudante de Direito atual é muito diferente do passado: é curioso, questionador, conectado e busca aplicar o conhecimento de forma prática e inovadora. Já não basta decorar leis, é preciso entender contextos, interpretar realidades e propor soluções.
O mercado de trabalho para formados em Direito é um dos mais amplos que existem.
Além das carreiras tradicionais (advogado, juiz, promotor, defensor público e delegado), surgem cada vez mais novas áreas de atuação.
Entre as áreas mais promissoras do Direito estão:
A tecnologia também vem transformando a formação jurídica.
Plataformas digitais, inteligência artificial e bases de dados jurídicas automatizadas fazem parte do dia a dia dos futuros advogados e operadores do Direito.
Ser um bom profissional, hoje, exige mais do que técnica: exige soft skills como empatia, comunicação, ética e capacidade de argumentar com clareza.
O mercado jurídico está passando por uma revolução silenciosa.
A transformação digital criou novas demandas, e as lawtechs (startups que unem Direito e tecnologia) vêm modernizando a forma como advogados e escritórios atuam.
Processos eletrônicos, audiências virtuais e uso de IA na análise de documentos já são realidade. Ao mesmo tempo, novas áreas surgem para lidar com desafios do mundo atual, como proteção de dados, privacidade online e sustentabilidade.
O profissional do futuro precisa ser ético, estratégico e adaptável: alguém que entende tanto de leis quanto de pessoas. O Direito está cada vez mais interdisciplinar e internacionalizado, valorizando profissionais com visão global e domínio de idiomas.
E, acima de tudo, o novo jurista é um agente de transformação social: alguém que enxerga o Direito como ferramenta de mudança, não apenas como um conjunto de normas.
Se você sente vontade de entender o mundo e ajudar a transformá-lo, o curso de Direito da Unit pode ser o primeiro passo.
Na Unit, o Direito é ensinado de forma completa: combinando teoria sólida, prática jurídica e estímulo ao pensamento crítico. O aluno aprende não apenas o que diz a lei, mas por que ela existe e como aplicá-la para gerar impacto real na sociedade.
A universidade oferece uma estrutura moderna, com núcleos de prática jurídica, simulações de casos reais, projetos de extensão e estágios supervisionados. Assim, o estudante vivencia desde cedo a rotina de um profissional do Direito.
O corpo docente é formado por mestres e doutores com ampla experiência no mercado e na academia, sempre conectados às transformações da área.
Mais do que formar advogados, a Unit forma profissionais éticos, conscientes e preparados para o futuro: seja atuando em tribunais, empresas, ONGs ou órgãos públicos.
Na Unit, o Direito vai além das leis: é sobre entender pessoas, construir pontes e transformar realidades.
O Direito nasceu da necessidade de organizar a convivência em grupo e resolver conflitos de forma justa, muito antes das leis escritas.
O Direito Romano é considerado a base dos sistemas jurídicos modernos, especialmente o civil law.
Porque entender a origem das leis ajuda a compreender como elas se aplicam e se transformam ao longo do tempo.
Passou de um modelo colonial e religioso para um sistema democrático e social, com destaque para a Constituição de 1988.
Digitalização, automação, Direito Ambiental e novas áreas como Direito Digital e de Startups estão em alta.
A história do Direito é, na verdade, a história da humanidade tentando entender o que é justo.
Cada código, cada revolução e cada Constituição refletem a busca constante por equilíbrio entre liberdade e responsabilidade.
Hoje, o Direito continua se transformando: e quem escolhe essa carreira escolhe participar dessa mudança.
Com base sólida, mente aberta e formação de qualidade, o futuro do Direito está sendo escrito agora, nas mãos de quem decide fazer dele um instrumento de justiça e transformação.