Integrações, dados e APIs em Sistemas de Informação

Descubra como integrações, dados e APIs transformam negócios. Conheça a formação em Sistemas de Informação na UNIT e prepare-se para o mercado.

Escute o post completo:

Integrações, dados e APIs em Sistemas de Informação
9:45


Sistemas que "conversam" entre si fazem o negócio rodar com menos atrito e mais resultado. É assim no banco digital que concilia pagamentos em tempo real, no hospital que integra prontuários e faturamento, no varejo que cruza estoque, e-commerce e logística.

No centro disso tudo estão as integrações, dados e APIs, pilares da formação e da prática em Sistemas de Informação (SI). Neste guia, você encontra uma visão prática do tema, com exemplos de arquitetura, papéis do time, boas práticas de segurança e caminhos de carreira. Vamos mergulhar nesse universo?

O que são APIs e por que integrações importam

API é a interface de programação de aplicações, um "contrato" que define como um sistema expõe funcionalidades e dados para outros sistemas com segurança e padronização. Em vez de acessar o banco de dados diretamente, outro serviço consome endpoints documentados, com formatos claros.

O resultado é baixo acoplamento e alta coesão, características que tornam a evolução de software mais previsível e menos custosa.

Evitando silos de informação

Sem integrações bem desenhadas, as empresas caem em silos: dados duplicados, processos manuais, retrabalho e relatórios que nunca batem. Com APIs estáveis, filas de mensageria e pipelines de dados, o fluxo passa a ser observável e auditável.

Esse é o tipo de raciocínio presente no cotidiano do profissional de SI, tanto na formação acadêmica quanto no mercado de trabalho.

Tipos de integração: do síncrono ao orientado a eventos

Integrações podem ser síncronas ou assíncronas. Em chamadas síncronas, um sistema faz a requisição e espera a resposta imediatamente.

Em arquiteturas orientadas a eventos, a aplicação publica um evento em um broker (como Kafka ou RabbitMQ) e outros serviços reagem quando recebem a mensagem. Esse modelo aumenta robustez e escala, desacoplando produtores e consumidores.

Padrões comuns no dia a dia

Três modelos amplamente utilizados:

  • REST com JSON: amplamente utilizado em APIs públicas e internas, de fácil consumo;
  • GraphQL: para consultas que pedem flexibilidade e redução de overfetching;
  • gRPC e mensageria: para integrações de baixa latência e alto volume entre serviços internos.

Na graduação, esse arcabouço aparece combinado com disciplinas de engenharia de software, bancos de dados, rede e segurança, além de projetos integradores.

Dados que fluem: do CRUD ao pipeline analítico

Integrar não é apenas "ligar sistemas". É cuidar do ciclo de vida dos dados. Em sistemas transacionais, o foco é ACID, consistência e baixa latência.

Em análise, o objetivo muda para qualidade, linhagem e performance de consulta. Por isso, empresas criam pipelines ETL/ELT que extraem do operacional, transformam e carregam em áreas analíticas.

Boas práticas essenciais

O time de SI costuma orquestrar esse caminho, definindo padrões e contratos de dados:

  • Catálogo de dados com dicionário claro e proprietários definidos;
  • Testes de qualidade automatizados na ingestão e na transformação;
  • Linhagem para saber de onde vem cada campo e como foi calculado;
  • Segregação de ambientes e acesso sob o princípio do menor privilégio.

Esses fundamentos dialogam com a visão de tecnologia da informação moldando o futuro do mundo, conectando inovação e impacto real nos negócios.

Observabilidade e confiabilidade em integrações

Integrações que não são observáveis deixam o time cego. É indispensável instrumentar logs estruturados, métricas e tracing distribuído.

Assim, quando um pagamento falha ou um pedido some, é possível reproduzir o caminho, medir SLA, isolar a causa e responder rápido. SI atua como ponte entre produto, engenharia e operação.

Indicadores para o dia a dia

Métricas que traduzem problemas técnicos em impacto de negócio:

  • Taxa de erro por endpoint ou tópico de eventos;
  • Latência p95/p99 e throughput em horários de pico;
  • Fila de mensagens e tempo de permanência em cada estágio;
  • Disponibilidade por serviço e por rota crítica.

Segurança desde o desenho

A pressa é inimiga da segurança. Integrações devem nascer com autenticação e autorização robustas, criptografia em trânsito e em repouso, rate limiting e políticas de token bem definidas.

Documentar escopos de acesso e revisar segredos é parte do trabalho cotidiano. Logs sensíveis precisam de mascaração e retenção controlada.

Governança e conformidade

Em ambientes regulados, auditoria e trilhas de acesso são mandatórias. Time de SI trabalha lado a lado com governança para que APIs e dados cumpram leis e normas.

Essa combinação de técnica com visão de negócio é valorizada em todas as áreas de atuação da profissão.

Caso prático: unificando pedidos, estoque e logística

Pense em um e-commerce com cinco sistemas distintos: loja, pagamento, ERP, estoque e transportadora. Sem integração, o cliente compra um item e só descobre dias depois que não havia saldo disponível.

Com APIs de pedidos e eventos de estoque, a situação muda. Ao confirmar a compra, a loja publica um evento "order.created". Consumidores assinantes atualizam ERP e reserva de estoque.

Fluxo completo e rastreável

Quando o WMS separa o produto, emite "order.picked". O TMS faz o "shipment.created" e envia tracking. Qualquer falha aciona compensações e alertas, e a visão de fim a fim aparece em um painel para negócio e operações.

É disso que tratam as integrações: orquestrar tempo, estado e responsabilidades com clareza.

Papéis do time de Sistemas de Informação

Em times modernos, o trabalho se divide por responsabilidades. Em Sistemas de Informação, você pode transitar entre elas ou se especializar ao longo da carreira.

Funções recorrentes

Profissionais que atuam com integrações e dados:

  • Analista de Sistemas: levanta requisitos, mapeia processos e desenha a arquitetura lógica;
  • Desenvolvedor back-end: foco em APIs, serviços e mensageria, além de testes e automação;
  • Engenheiro de Dados: responsável por pipelines, modelagem analítica e qualidade;
  • SRE/DevOps: cuida de observabilidade, resiliência e automação de infraestrutura;
  • Product Manager/Owner: prioriza rotas de negócio, define SLA e mede valor.

Entender como escolher um curso na área de TI ajuda a mapear qual formação se alinha melhor ao seu perfil e aos papéis que mais te atraem.

Boas práticas para APIs duradouras

Projetos mudam, times crescem, integrações multiplicam. APIs que resistem seguem padrões claros, são versionadas e bem documentadas.

Abaixo, um checklist operacional para colocar em prática.

API design e ciclo de vida

Práticas essenciais para garantir qualidade:

  • Definir contratos com esquemas claros e consistentes;
  • Documentar com OpenAPI e publicar catálogo acessível;
  • Planejar versionamento e descomissionar rotas antigas com cronograma;
  • Escrever testes automatizados de contrato, carga e segurança;
  • Implementar rate limiting, quota e alertas por rota;
  • Garantir idempotência para operações críticas.

Integração e qualidade de dados

Cuidados que protegem a confiabilidade:

  • Usar chaves naturais e correlação de eventos para rastreabilidade;
  • Padronizar códigos de erro e mensagens úteis para o consumidor;
  • Monitorar qualidade de dados com regras declarativas;
  • Registrar linhagem desde a captura até o relatório;
  • Proteger dados sensíveis com criptografia e mascaramento.

Formação em Sistemas de Informação

A graduação em SI mistura fundamentos de computação e gestão de processos com projetos que entregam algo funcionando. Em boas matrizes, o estudante passa por programação, banco de dados, engenharia de software, redes, segurança e gestão de TI.

Nos projetos integradores, é comum construir APIs, diagramar integrações, medir desempenho e publicar documentação para consumo interno e externo.

Experiências práticas

Na UNIT, a graduação em SI combina disciplinas técnicas e atividades em laboratório com foco em empregabilidade. Com base sólida, projetos orientados ao mercado e infraestrutura completa, você desenvolve as competências que fazem diferença na prática. Para conhecer mais sobre a formação, confira este vídeo que apresenta a proposta acadêmica e os diferenciais:

 

Carreira em Sistemas de Informação

Quem domina integrações, dados e APIs é peça-chave em produto digital, finanças, saúde, logística, varejo e setor público. Além do desenvolvimento técnico, cresce o valor de quem traduz requisitos de negócio em arquiteturas enxutas.

Em ciclos curtos, a habilidade de medir impacto, comunicar dependências e negociar SLAs acelera sua evolução para tech lead, arquitetura ou gestão de produto técnico.

Oportunidades e remuneração

O mercado de trabalho em Sistemas de Informação apresenta áreas quentes, perfis buscados e panorama salarial que ajudam a planejar sua trajetória com clareza e objetividade.

Construa novas oportunidades

A formação em Sistemas de Informação prepara você para desenhar e operar esse ecossistema, unindo tecnologia, processos e pessoas. Se a sua motivação passa por resolver problemas reais, conectar sistemas e transformar dados em decisão, essa é sua área.

Conheça mais sobre o curso de Sistemas de Informação na UNIT e descubra como transformar sua paixão por tecnologia em carreira de impacto. Sua jornada para se tornar um profissional preparado para os desafios de integrações, dados e APIs começa aqui!

 

POSTS RELACIONADOS

emec